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26 de jul. de 2025
9 minutos
O Google apresentou uma leva de novas ferramentas na sua conferência anual para desenvolvedores. Entre elas, uma que chamou bastante atenção foi o Stitch — a nova aposta da empresa em inteligência artificial para aproximar, de vez, o design do desenvolvimento de aplicativos. A ideia é clara: facilitar (e acelerar) o processo de criar interfaces bonitas, funcionais e prontas para uso, mesmo para quem não domina código.
Imagine que seja como o ChatGPT para design: você descreve o tipo de interface que deseja, digamos, um design de painel com uma barra lateral e cartões de análise de usuários. O Stitch gera o layout da interface, os elementos visuais e até mesmo o código frontend pronto para produção.
Você pode fazer upload de esboços, capturas de tela ou referências, e o Stitch os transforma em designs funcionais. É como ter um estagiário de design que não dorme, não perde prazos e, por acaso, é alimentado por uma das IAs mais inteligentes do planeta.
Segundo o Google, o Stitch promete mudar a forma como UIs são pensadas e construídas, deixando o processo mais acessível não só para designers experientes, mas também para quem está começando e quer tirar ideias do papel sem complicação.
Em uma postagem oficial, o Google explicou o que a ferramenta é capaz de fazer:
“Apresentamos uma nova ferramenta com inteligência artificial capaz de gerar designs de UI de alta qualidade e o código frontend correspondente, tanto para desktop quanto para dispositivos móveis, usando descrições em linguagem natural ou imagens como referência. O Stitch permite que os usuários deem vida às suas ideias com extrema rapidez. Itere em seus designs de forma conversacional, ajuste temas e exporte facilmente suas criações para CSS/HTML ou Figma para continuar o trabalho.”
Na prática, o Stitch funciona como um parceiro criativo: você descreve o que quer — em texto ou com uma imagem de referência — e ele cria a interface junto com o código pronto para uso. Depois, você pode ajustar o visual conversando com a ferramenta, fazer variações de tema e exportar tudo para CSS/HTML ou diretamente para o Figma, onde o designer pode continuar refinando a interface.
Principais funcionalidades do Google Stitch (e por que elas importam)
O Stitch, a ferramenta de design de interface do Google com IA, foi feito justamente para simplificar a vida de quem precisa criar telas — seja designer, dev, fundador de startup ou alguém montando o primeiro MVP. A real é: você não precisa dominar teoria de design, nem saber HTML ou CSS. Basta descrever o que você quer, e o Stitch faz o resto. Aqui vão os recursos mais legais (e como eles ajudam de verdade):
1. Transforme texto em interface pronta
Lembrando que já tem várias ferramentas no mercado que já tentam fazer isso, mas o Stitch tem algumas características:
você escreve uma frase curta e ele monta a interface inteira sozinho.
O Stitch permite gerar layouts apenas descrevendo em texto o que você quer. Isso elimina menus, componentes arrastáveis e configurações manuais.
Exemplo:
Imagine que você está criando o layout de um site de criptomoedas para um cliente. Basta digitar:
“Crie um design de site para a página inicial de uma plataforma de criptomoedas com um widget de pré-venda, um cronômetro de contagem regressiva, staking e um whitepaper em modo escuro. Adicione estatísticas relevantes para dar uma aparência profissional.”
Em segundos, o Stitch entrega um layout, organizado e responsivo, junto com o código pronto pra usar. É perfeito para:
protótipos rápidos,
alinhamento inicial com clientes,
rascunhos de sites e apps sem perder tempo no Figma.
Pontos fortes:
Rápido para criar protótipos iniciais.
Útil quando você quer testar ideias sem abrir Figma ou escrever código.
Limitações:
A precisão do layout depende da clareza do texto.
Nem sempre gera algo finalizável sem ajustes humanos.
2. Use um esboço ou uma captura de tela como base
Um dos maiores dramas de designers é interpretar a referência que o cliente manda.
A pessoa envia um print confuso, um rascunho torto ou “uma tela que ele viu num app gringo”… e pronto, horas analisando, tentando entender.
A ferramenta entende imagens — desde um rabisco até uma captura de tela de um app — e transforma isso em uma interface estruturada.
Você pode mandar:
um esboço feito no iPad,
um rascunho desenhado no papel,
prints de outros aplicativos,
capturas de tela de concorrentes.
E pedir ajustes como:
“troque para modo escuro”, “mude a tipografia”, “deixe o layout mais minimalista”.
Isso é ouro para:
designers que fazem brainstorm visual,
founders criando MVPs,
quem precisa refazer apps existentes,
engenharia reversa de fluxos (“quero algo assim, mas melhorado”).
Isso economiza horas de trabalho manual.
Benefícios reais:
Facilita a comunicação com clientes que só trazem referências vagas.
Acelera a criação de MVPs simples.
Ajuda a reproduzir a estrutura visual de apps para estudos ou redesigns.
Mas:
O resultado pode exigir refinamento manual.
Ainda não substitui a análise crítica de um designer.
3. Gere quantas variações quiser (literalmente)
A verdade é que design é subjetivo. Às vezes você quer testar estilos diferentes antes de se decidir. O Stitch entende isso, então ele gera variações por comando.
O Stitch entrega opções diferentes de layout, estilo e estrutura conforme o usuário pede.
Você pode testar:
modo claro e escuro,
telas para iOS, Android e desktop,
estilos mais profissionais ou mais chamativos,
versões com mais ou menos elementos.
É quase como fazer vários testes A/B antes mesmo de começar o projeto.
Bom para:
Testar alternativas rapidamente.
Explorar direções visuais antes de abrir o Figma.
Pontos a considerar:
As variações podem ser semelhantes entre si.
Não substitui um processo de branding ou pesquisa de usuário.
4. Resultados totalmente editáveis (nada de layout preso)
O grande diferencial prático: tudo que o Stitch gera pode ser editado no Figma ou no código. Aqui o Stitch dá um show. Diferente de outras ferramentas que geram códigos travados ou layouts quase impossíveis de editar, no Stitch tudo é aberto e modificável.
Você pode:
ajustar cores, espaçamentos, tipografias, botões, inputs, grids, tudo;
copiar e colar para o Figma;
usar o código direto no VS Code;
integrar com outras ferramentas sem restrições.
É um ganho enorme, porque você não fica refém do design gerado.
Pode usar como base, refinar, adaptar e até colocar em produção.
Adeus, “tive que refazer tudo do zero”.
Vantagens:
Permite usar a IA como ponto de partida, não como produto final.
Evita o problema de ficar preso a layouts estáticos ou plataformas fechadas.
Útil para quem desenvolve direto no VS Code ou no próprio framework.
Cuidado:
Nem sempre o código é o mais limpo ou otimizado.
Designers provavelmente vão ajustar espaçamentos, hierarquia e usabilidade manualmente.
5. A inteligência do Gemini 2.5 por trás
O Stitch roda sobre a tecnologia do Gemini 2.5 Pro, a IA multimodal mais avançada do Google — ela entende imagem, texto e código ao mesmo tempo.
Isso significa que o Stitch:
não só gera pixels bonitos, mas entende a lógica do fluxo,
sugere interfaces com acessibilidade,
respeita boas práticas de UX,
cria layouts coerentes com a lógica de desenvolvimento front-end.
Impacto prático:
Ele consegue interpretar melhor a intenção do usuário.
Consegue criar telas mais coerentes do que geradores “puramente visuais”.
Considera lógica básica de UX e acessibilidade — apesar de não ser perfeito.
Resumo imparcial
O Stitch não substitui designers ou desenvolvedores, mas acelera bastante o início de um projeto, reduz tarefas repetitivas e facilita testes de ideias. Ele é mais útil para:
protótipos rápidos
MVPs
fluxos simples
validar conceitos com clientes
gerar bases para refinar no Figma ou no código
Para projetos complexos, branding ou interfaces que exigem profundidade estratégica, ele funciona como apoio, não como solução completa.
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Quais são os casos de uso reais da ferramenta de design de interface do usuário Stitch?
Apesar do hype, o Google Stitch tem usos práticos bem definidos. Ele não resolve tudo, mas pode acelerar bastante alguns estágios do design e do desenvolvimento. Aqui estão os cenários em que ele realmente faz diferença:
1. Para desenvolvedores
O Stitch ajuda a reduzir o tempo gasto com HTML/CSS, gerando um layout inicial que pode ser refinado manualmente.
Quando faz sentido:
prototipar rapidamente antes de codificar
gerar uma base para componentes
evitar trabalho repetitivo no início do projeto
Onde ele não substitui nada:
refino visual
acessibilidade avançada
lógica de UX
2. Para designers
Ele funciona como uma ferramenta para criar protótipos rápidos, testar direções e montar alternativas visuais em minutos.
Vantagens práticas:
demonstrações para clientes
comparação entre temas/estilos
mockups que já podem ser entregues aos devs
Limitação:
Apesar de útil para volume, não substitui processos como branding, pesquisa ou UI refinada.
3. Para startups
É útil para quem precisa criar material visual rapidamente: MVPs, wireframes e demos para investidores.
Benefícios:
reduz custos iniciais
acelera validação de ideias
elimina travas técnicas
Cuidados:
para um produto real, equipes ainda vão ajustar manualmente design, UX e código.
4. Para fundadores sem background técnico
O Stitch permite transformar esboços, referências ou ideias descritas em texto em telas utilizáveis.
Bom para:
visualizar uma ideia sem aprender design
comunicar melhor com designers e devs
mostrar uma visão inicial a sócios ou investidores
Pedi ao Google para criar a interface de um aplicativo para mim e eles criaram - Primeiras Impressões do Google Stitch
Prompt
Pedi ao próprio Gemini para gerar um prompt aleatório de um app para sua propia ferramenta, pois estava sem ideias😅.
E esse foi o prompt:
Crie uma ideia de prompt de tela para o google stitch (bem básico 😅)
Ele gerou um prompt de Tela inicial de um aplicativo móvel de acompanhamento de bem-estar. Copiei o prompt que ele gerou (e não foi curto) e colei no stitch
Logo de cara ele me entregou isso:

Consegui mudar facilmente o tema nas opções.

Olhando em baixo no menu de navegação do app, notei a opção "progresso". Pedi rapidamente para ele criar a tela de progresso com o prompt:
"Crie a tela de "progresso" heheh

Fiquei surpreso com a facilidade de criação, qualquer pessoa leiga consegue montar interfaces sem saber códigos ou entender de design avançado de interfaces. Achei incrível o design e como os elementos ficaram bem posicionados.
Ele me sugeriu "Criar tela "descobrir"" e então cliquei na função e ele me gerou uma nova tela:

Ele gerou uma tela no modo escuro, o que ficou desalinhado com as outras telas, mas que consegui ajustar facilmente mudando de dark para light nas opções de estilo

Como o Google Stitch se compara a outras ferramentas?
Hoje, ele disputa espaço com ferramentas como:
Figma – Make Designs
Uizard
Framer AI
O Stitch tem algumas diferenças notáveis:
• Integração com ecossistema Google
Pontos como hospedagem, Workspace, Labs e Gemini tornam a experiência mais unificada.
• Inteligência multimodal real
Ele interpreta texto + imagem + código num único contexto (coisa que concorrentes ainda fazem de forma limitada).
• Exportação de código utilizável
Ele oferece código com estrutura, o que ajuda desenvolvedores — embora sempre exija revisão.
• Gemini
Isso dá ao Stitch uma compreensão maior do fluxo de usuário, não só da estética.
Resumo imparcial:
O Stitch oferece mais precisão estrutural que Uizard, mais velocidade que Figma Make Designs e mais liberdade de edição do que Framer AI. Ainda assim, nenhuma dessas ferramentas é substituta do trabalho humano.
O futuro: colaboração com IA, não substituição
O Stitch faz parte da mudança para uma IA que atua como co-criadora, não apenas como ferramenta.
Nos próximos anos, é provável que o Stitch:
gere microinterações automaticamente
entenda feedback contextual (ex: “deixe mais limpo”)
otimize acessibilidade sem intervenção humana
sugira alternativas baseadas em heurísticas e boas práticas
Isso não elimina designers — apenas remove etapas repetitivas e acelera ciclos.
Conclusão: vale a pena testar o Google Stitch?
Sim — especialmente se você trabalha com produtos digitais.
Mas a expectativa precisa ser realista:
Ele não cria produtos completos sozinho, não faz branding e não substitui UX.
Ele agiliza o começo de qualquer projeto.
Se você está em ciclos repetitivos de wireframe → protótipo → layout, o Stitch ajuda a cortar etapas e economizar tempo.
Perguntas frequentes (versão imparcial)
O Stitch é gratuito?
Por enquanto, sim. Está disponível no Google Labs, mas como todo produto experimental, isso pode mudar no futuro.
Design pronto vs. design personalizado — qual a diferença?
Design pronto: rápido, baseado em padrões comuns, bom para MVPs.
Design personalizado: mais caro e demorado, mas alinhado à marca e ao usuário final.
Nenhum substitui o outro; ambos têm seu lugar dependendo do contexto.
É seguro usar o HTML gerado pelo Stitch?
O código é funcional, mas precisa ser revisado, como qualquer IA.
A segurança depende mais do uso que você faz do que da IA em si.
Quais os impactos de usar IA no design?
acelera pesquisa visual
reduz tarefas mecânicas
melhora comunicação entre equipes
Mas não substitui análise, criatividade e decisões de UX.
Iniciantes podem usar o Stitch?
Sim. Ele remove barreiras técnicas e permite que iniciantes experimentem sem precisar dominar Figma, grids ou front-end.







