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O erro que 90% das empresas cometem ao ignorar UX

O erro que 90% das empresas cometem ao ignorar UX

3 de jun. de 2025

7 minutos

O que faz um produto dar certo — ou fracassar — muitas vezes não é o design bonito, nem o produto incrível, nem o tráfego pago bem feito. O verdadeiro divisor de águas é o UX (User Experience) — a experiência que o visitante tem ao navegar. E é aí que 90% dos sites erram feio: ignoram completamente o usuário.

Muitos empresas ainda são pensados de dentro pra fora, ou seja, a empresa fala de si mesma, mostra o que quer mostrar, mas não pensa no que o usuário precisa ver. O resultado? Páginas lentas, confusas, cheias de distrações e com informações mal organizadas. E quando a navegação é ruim, o visitante simplesmente vai embora.


5 erros mais comuns em UX

Depois de 6 anos trabalhando com UI e UX Design, percebi que a maioria dos sites (até de empresas grandes) comete os mesmos erros básicos. E o curioso é que esses erros geralmente não têm nada a ver com estética — são falhas simples de experiência, que acabam arruinando toda a percepção do usuário.

Abaixo estão os 5 erros mais comuns em UX que vejo repetidamente, e que você deve evitar a todo custo se quiser que seu site passe credibilidade e funcione bem.

1. Imagens não otimizadas

Muitos designers acreditam que imagens de boa qualidade precisam ser “pesadas” em MB.
Mas o contrário é verdade: imagens otimizadas mantêm boa resolução e carregam rápido. Um site lento destrói a experiência, principalmente em conexões móveis.

Dica: use formatos como WebP e ferramentas de compressão sem perda de qualidade.

2. Layout quebrado em dispositivos móveis

Um dos erros mais irritantes: o site “rola pros lados” no celular. Isso acontece quando o design não é responsivo ou há elementos fora da grade.

Hoje, o mobile representa mais de 70% dos acessos — se seu layout não se adapta, você está literalmente ignorando a maioria dos usuários.

3. Péssimo contraste nas cores

Textos cinzas em fundo branco, botões que somem, cores que cansam a vista.
O contraste ruim é um assassino silencioso da experiência.

Use ferramentas como o Contrast Checker e garanta legibilidade e hierarquia visual.

4. Inconsistência visual (cores, tipografia e tom)

Nada confunde mais um usuário do que cada página parecer de um site diferente. Ou as cores dos posts de redes sociais inconsistentes com o site.

Quando não há consistência, o cérebro trabalha mais pra entender o que está vendo — e isso gera fadiga cognitiva. Matenha uma "identidade visual" para todos os seus produtos.

Defina um Design System com cores, espaçamentos, fontes e tons de voz padronizados.

5. Página sem estrutura

Sites sem estrutura clara fazem o visitante se perder.
O olho humano lê padrões visuais: precisa de hierarquia, respiro e fluxo lógico.
Comece organizando seções em blocos claros (título → subtítulo → chamada → ação).
Quanto mais previsível for a navegação, mais natural será a experiência.

O UX não é apenas sobre aparência — é sobre comportamento humano e Contextos.

Um bom design entende como o usuário pensa, age e decide. Isso envolve desde o posicionamento dos botões até o tempo de carregamento das páginas e o tom da comunicação.

Também é essencial entender o contexto por trás de cada negócio.
Por exemplo: em um aplicativo novo, o botão “Cadastre-se” deve se destacar — com cores mais fortes e um design mais chamativo — já que a empresa ainda não possui uma base sólida de usuários.

Em contrapartida, quando o aplicativo já tem muitos clientes, o foco muda: o destaque deve ir para o botão “Entrar / Fazer login”, facilitando o acesso de quem já faz parte da plataforma. Esse tipo de percepção faz toda a diferença no UX. Um bom designer entende que cada escolha visual precisa refletir o momento e os objetivos do negócio.

Se empresas novas precisam atrair novos usuários, então o destaque deve estar em “Cadastros”.
Mas, quando a base de clientes já é consolidada, o objetivo muda: o foco passa a ser retenção, então acessibilidade deve dominar.

Entender contextos no UX é essencial e um bom Ux designer precisa ser bem atento nisso.

É importante também entender o ponto A ao B. Quando um site é projetado com base em UX, ele guia o visitante naturalmente até o objetivo final — seja uma compra, um cadastro ou um pedido de orçamento. Sem atrito. Sem frustração. Mas quando o UX é ignorado, o site vira um labirinto digital: o visitante se perde, se irrita e fecha a aba.

Por trás de cada clique, scroll ou abandono de página existe um motivo.

O UX Design vai muito além de criar algo bonito — ele é sobre entender o comportamento humano.
Os melhores sites do mundo não são apenas bem feitos visualmente, eles conversam com o cérebro das pessoas.

A psicologia no UX estuda como os usuários percebem, interpretam e reagem aos elementos de uma interface. Cores, tamanhos, microinterações e até o espaço em branco afetam como as pessoas se sentem ao navegar. E entender isso é o que separa um design comum de uma experiência memorável.


1. Psicologia das cores

Por mais que as cores está mais relacionada ao Branding, ela se aplica também ao UX, pois as cores falam direto com o emocional.

O azul transmite confiança, o vermelho cria urgência e atenção, o verde remete a segurança e positividade.
Marcas como PayPal e Nubank usam cores de forma estratégica: o PayPal aposta no azul para transmitir credibilidade, enquanto o Nubank usa roxo para representar inovação e diferenciação.

Amarelo: Otimismo, alegria, energia e atenção. É usado para chamar a atenção e estimular o apetite. Por isso que empresas como burguer King, McDonald's usam bastante.

  • Azul: Confiança, segurança, produtividade e tranquilidade. Usado em marcas de tecnologia e finanças.

  • Laranja: Criatividade, alegria, entusiasmo e energia. Associado a marcas que buscam passar uma sensação de energia e prazer.

  • Vermelho: Paixão, energia, urgência e excitação. Frequentemente usado para chamar a atenção e em marcas de alimentos e bebidas.

  • Verde: Crescimento, natureza, saúde e tranquilidade. Ideal para marcas ligadas à sustentabilidade ou bem-estar.

  • Roxo: Criatividade, sabedoria, nobreza e mistério. Comum em marcas de luxo e beleza, que visam a criatividade e o bem-estar.

  • Cinza: Profissionalismo, sobriedade e neutralidade. Muito utilizado no setor de tecnologia e em ambientes corporativos.

Como aplicar a psicologia das cores no branding

  • Conheça seu público: Defina sua persona para escolher cores que se conectem emocionalmente com seus clientes.

  • Defina os valores da marca: A paleta de cores deve refletir a personalidade da sua marca (ex: moderna, tradicional, divertida).

  • Use cores para a intenção: Cores vibrantes podem ser usadas para chamar atenção em botões de ação ("Comprar Agora"), enquanto cores claras criam espaços de respiro na interface.

  • Considere o contexto: As cores de produtos congelados em um supermercado (azul) e de restaurantes fast-food (vermelho, laranja, amarelo) são exemplos de como o contexto influencia a escolha das cores.

  • Faça testes: Se tiver dúvidas, realize testes A/B com diferentes combinações de cores para ver como elas afetam as escolhas do público.


2. Lei de Fitts

Botões grandes e bem posicionados funcionam melhor em interfaces mobile.
Sites como Amazon e Airbnb aplicam isso o tempo todo — repare como o botão principal é sempre o mais evidente.

Em resumo, quanto maior o alvo e quanto mais perto ele estiver, mais rápido será o movimento para alcançá-lo. Essa lei, desenvolvida pelo psicólogo Paul Fitts em 1954, é frequentemente aplicada em design de interface de usuário (UI) e interação humano-computador para criar sistemas mais eficientes e intuitivos. 

Princípios da Lei de Fitts

  • Distância e Tamanho do Alvo: O tempo para atingir um alvo aumenta com a distância e diminui com o tamanho do alvo.

  • Alvos Grandes e Próximos: São os mais rápidos de alcançar.

  • Alvos Pequenos e Distantes: São os mais lentos de alcançar. 

Aplicações em design

  • Botões e menus: Elementos interativos como botões e links devem ser maiores e mais próximos de onde o usuário está, para reduzir o tempo de interação.

  • Cantos e bordas da tela: Colocar elementos importantes nos cantos ou bordas da tela pode acelerar a interação, pois o limite físico da tela "congela" o movimento do cursor, funcionando como um alvo de "tamanho infinito" na direção do limite.

  • Dispositivos de toque: A lei é particularmente relevante para telas sensíveis ao toque, onde os alvos devem ser grandes o suficiente para serem tocados com precisão, especialmente por usuários mais velhos. 


3. Princípio da prova social

As pessoas confiam em outras pessoas. Mostrar avaliações, depoimentos e números de usuários cria confiança instantânea. Um bom exemplo é o Booking, que exibe notas, comentários e selos de “mais reservado” — tudo pensado pra reduzir a dúvida e aumentar a ação.

Como a prova social é aplicada em UX:

  • Avaliações e reviews: Exibir avaliações de usuários (de 1 a 5 estrelas, comentários) é uma forma clássica de prova social, pois mostra que outros já usaram e aprovaram o produto ou serviço.

  • Números de usuários: Mostrar números como "mais de 1 milhão de downloads" ou "500 mil usuários satisfeitos" cria a percepção de que o serviço é amplamente utilizado e, portanto, confiável.

  • Endossos de influenciadores: Parcerias com especialistas ou influenciadores que promovem um produto ou serviço emprestam a credibilidade deles ao produto, incentivando a adesão de novos usuários.

  • Depoimentos e estudos de caso: Contar histórias reais de como outros clientes obtiveram sucesso com a solução ajuda a humanizar a marca e a validar as promessas de qualidade feitas.

  • Ações de outros usuários: Exibir o que outros usuários estão fazendo em tempo real, como "Pessoas em [sua localização] compraram este produto recentemente" ou um contador de vendas, pode estimular um senso de urgência e de "não querer ficar de fora".

  • Atividade em redes sociais: O engajamento genuíno de outros usuários nas redes sociais, como o compartilhamento de fotos usando o produto, serve como prova social e incentiva o público a participar também. 


4. O poder da previsibilidade

O cérebro humano adora padrões.
Quando um site é previsível, o usuário se sente seguro e no controle. Por isso, não é falta de criatividade usar padrões de navegação conhecidos — (como um menu de navegação no topo, carrosseis, slides, etc)
A Apple é um exemplo disso: cada botão e interação segue uma lógica clara e coerente, o que cria conforto cognitivo.


5. Escassez e urgência

Do ponto de vista psicológico, a sensação de “pouco tempo” ou “últimas unidades” ativa o chamado viés de escassez. E-commerce como Shopee e Amazon usam isso o tempo todo — banners de “oferta termina em X horas” impulsionam decisões rápidas.

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O futuro do design não é apenas visual. Empresas que investem em UX não estão “gastando com design”, estão aumentando conversão e reduzindo rejeição. Segundo dados de mercado, cada R$1 investido em UX pode gerar até R$100 de retorno em retenção e vendas.

E com o avanço da IA, o UX vai ficar ainda mais estratégico — sites vão começar a se adaptar automaticamente ao comportamento do visitante, oferecendo experiências personalizadas em tempo real. O futuro do design vai pertencer a quem enxerga além da tela — quem entende que cada clique é uma decisão emocional e cada detalhe comunica algo. Com IA, automação e personalização avançando rápido, o UX se torna a ponte entre tecnologia e humanidade.

Porque no fim, a experiência é o que fica.

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