Ui/Ux
19 de set. de 2025
5 minutos
Quando se fala em UX Design, muita gente imagina apenas “deixar o site bonito”.
Mas o design de experiência vai muito além da estética — ele é sobre planejar como o usuário vai interagir com cada parte do produto.
E é aí que entram três etapas fundamentais: wireframes, protótipos e user flows.
Esses três elementos são como o mapa, o esqueleto e a simulação de um produto digital.
Sem eles, o design vira puro achismo. Com eles, o projeto ganha clareza, direção e eficiência.
1. Wireframes: o esqueleto da interface
O wireframe é o rascunho do site ou aplicativo.
É uma estrutura simples (geralmente em preto e branco) que mostra onde cada elemento vai ficar — botões, menus, textos, imagens e seções.
A ideia aqui não é deixar bonito, mas organizar o conteúdo e testar a lógica visual.
Wireframes ajudam a validar o layout e garantir que a informação flua bem antes de investir tempo em design final.
Em resumo: o wireframe é o “ensaio” antes do show.
Como fazer um wireframe:
Comece no papel ou no Figma (modo low fidelity).
Esboce as seções principais: cabeçalho, hero, conteúdo, CTAs, rodapé etc.
Use formas simples (retângulos, linhas, textos genéricos) — nada de design refinado ainda.
Peça feedback sobre a clareza e o fluxo antes de avançar.
💡 Dica: o objetivo aqui não é beleza, é organização e fluidez visual.
2. User Flow: o mapa da jornada do usuário

O user flow mostra o caminho que o usuário percorre dentro do site ou app para realizar uma ação.
Exemplo: o que ele faz desde o momento em que entra na home até finalizar uma compra.
Esse fluxo ajuda a identificar gargalos, passos desnecessários e pontos de fricção.
É como criar um mapa de navegação para que o usuário nunca se perca — e chegue rápido ao objetivo.
Como criar um user flow:
Defina o objetivo principal do usuário (ex: comprar, assinar, se cadastrar).
Liste cada etapa necessária pra ele chegar até lá.
Use ferramentas como FlowMapp, FigJam, Whimsical ou Miro pra desenhar os caminhos.
Analise se há etapas desnecessárias ou pontos confusos.
Simplifique o máximo possível: menos cliques = melhor UX.
💡 Dica: um bom user flow é aquele em que o usuário nunca precisa “pensar demais” pra agir.
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3. Protótipos: o produto em ação

O protótipo é a versão interativa do design.
É onde o layout ganha vida — com cliques, transições e interações reais.
Ele permite que equipes e clientes testem o produto antes de programar, economizando tempo e evitando retrabalho.
Ferramentas como Figma, Adobe XD e Framer permitem criar protótipos clicáveis que simulam perfeitamente o comportamento do site ou app final.
E o melhor: você pode testar com usuários reais para entender o que funciona e o que precisa melhorar.
Como criar um protótipo:
No Figma, crie a interface final ou use o wireframe aprimorado.
Vá até a aba Prototype e conecte os botões às telas correspondentes.
Defina animações, delays e interações (ex: “on click → navigate to”).
Teste você mesmo e depois peça para usuários reais interagirem.
Observe onde eles hesitam, clicam errado ou demoram — e ajuste.
💡 Dica: o protótipo deve contar uma história clara, conduzindo o usuário sem esforço.
Por que isso tudo é importante
Essas etapas garantem que o projeto seja pensado de forma estratégica, com base na jornada do usuário, e não apenas em “achismos visuais”. Essas três etapas garantem que seu design tenha base sólida.
Wireframes mostram estrutura, user flows mostram lógica, e protótipos mostram vida.
Pular qualquer uma dessas fases é o mesmo que construir uma casa sem planta.
Designers que pulam essas etapas acabam gastando mais com refações, bugs e baixa conversão.
Já as que seguem o processo conseguem lançar produtos mais intuitivos, bonitos e funcionais — tudo de forma planejada.







